
Jailton Pereira dos Santos, de 34 anos, acusado de assassinar brutalmente a esposa, Mariana Agostinho Defensor, de 32 anos, será julgado em júri popular no próximo dia 4 de setembro, no Fórum da Comarca de Ivinhema. O julgamento terá início às 8h30.
O crime aconteceu em setembro do ano passado, dentro do carro em um canavial, e chocou a população pela extrema violência. Mariana foi morta com 58 facadas, na frente das próprias filhas. Após o crime, Jailton ainda teria tentado ocultar o cadáver, o que agravou ainda mais a sua situação perante a Justiça.
Ele foi denunciado pelo MPE (Ministério Público Estadual) e responderá pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. A Defensoria Pública Estadual ficará responsável por sua defesa durante o julgamento.
O caso é tratado como um dos mais brutais registrados na região do Vale do Ivinhema nos últimos anos.

Vítima Mariana Agostinho Defensor, de 32 anos - Foto: Redes sociais
O caso
Das 58 facadas, 17 foram desferidos no rosto de Mariana. Em virtude da quantidade de facadas e violência exercida, o rosto de Mariana ficou completamente desconfigurado. O caso aconteceu na noite do dia 22 de setembro do ano passado, em Ivinhema.
Durante a tarde daquela quarta-feira (25), o então delegado de Ivinhema Gustavo Oliveira dos Santos deu detalhes sobre o feminicídio e explicou que o acusado foi preso por força de um mandado de prisão temporária, cumprido naquela tarde, quando ele acordou do coma e houve receio de fuga, pois ele próprio retirou os aparelhos no qual vinha sendo monitorado.
Após ser preso e ser interrogado, Jailton revelou que, após uma discussão dentro do carro, desferiu os golpes em Mariana na presença dos dois filhos pequenos do casal, uma menina de 3 anos e um menino de 1 ano, que estavam no banco traseiro do VW/Gol.

No carro do suspeito foi encontrado o canivete utilizado no crime - Foto: Arquivo/Jornal da Nova
Minutos depois do assassinato, ele ocultou o corpo da vítima em um canavial na área rural de Ivinhema. Segundo o delegado, o marido carregou o corpo da vítima por cerca de 8 metros para dentro da plantação.
Para as crianças, o homem disse que "a mãe ficaria dormindo naquele local". As crianças foram deixadas na casa da avó materna e pouco depois, o acusado tentou atentar contra a própria vida, quando foi localizado e socorrido, onde ficou em coma desde o dia 22, até acordar no dia 25.
Ele responde pelo crime de feminicídio qualificado por motivo fútil, pelo meio cruel e dificultou a defesa da vítima.

Local onde a vítima foi localizada pela Polícia Civil - Foto: Arquivo/Jornal da Nova
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