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EUA mantêm prazo para tarifas e descartam adiamento, diz secretário

Autoridade norte-americana reforçou que o cronograma de aplicação das tarifas será mantido, apesar da pressão de setores econômicos.

28/07/2025 às 08h19
Por: George Cabral, Jornal Ivi MS Fonte: Agência Brasil
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: Reprodução/Facebook The White House
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: Reprodução/Facebook The White House

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou neste domingo (27) que não haverá adiamento na entrada em vigor das tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida passa a valer a partir de 1º de agosto e, segundo ele, não está prevista qualquer prorrogação ou período de carência.

A declaração foi dada durante entrevista televisiva, na qual Lutnick reforçou a decisão: “Com certeza não haverá mais prorrogações, não haverá mais [período de] carência. As tarifas estão programadas para o dia 1º de agosto. Colocaremos a Alfândega para começar a coletar o dinheiro”, afirmou.

Apesar da rigidez no cronograma, o secretário indicou que o presidente Donald Trump permanece aberto ao diálogo com líderes de grandes economias. “Obviamente, após 1º de agosto, as pessoas ainda poderão falar com o presidente Trump. Ele está sempre disposto a ouvir. Até lá, acho que o presidente vai falar com muitas pessoas. Se elas podem fazê-lo feliz é outra questão”, completou.

Contexto diplomático e comercial

A medida foi anunciada oficialmente no início do mês por meio de uma carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento informa sobre a aplicação da tarifa e justifica a decisão como uma resposta à suposta perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente réu no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.

Paralelamente, o governo norte-americano iniciou uma investigação comercial contra o Brasil, alegando a prática de ações “desleais”. Um dos pontos citados nesse processo seria a implementação e expansão do sistema Pix.

A tensão entre os países aumentou após os Estados Unidos revogarem os vistos do ministro do Supremo Alexandre de Moraes, seus familiares e outros integrantes ligados ao Judiciário brasileiro.

Em resposta, o presidente Lula declarou estar disposto a negociar e afirmou que Trump “foi induzido a acreditar em uma mentira”. O governo brasileiro montou um comitê para tratar do impacto das taxações com o setor produtivo, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, lideram as tratativas diplomáticas com os EUA.

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