
Nos últimos meses, a Praça Nelito Câmara, um dos principais pontos de lazer e encontro da cidade de Ivinhema, tem se tornado um cenário preocupante para moradores e frequentadores. O aumento significativo de dependentes químicos, moradores de rua e pessoas com transtornos mentais tem gerado insegurança e desconforto para aqueles que utilizam o espaço, especialmente no período noturno.
Uma frequentadora, que pediu para não ser identificada, expressou sua preocupação com a situação. “Sempre trouxe meus filhos para passear aqui. Era um local seguro, onde as famílias podiam aproveitar as noites tranquilamente. Mas, nos últimos cinco meses, a praça mudou, apesar de estar iluminada e bem cuidada. Agora, vemos um número crescente de pessoas pedindo dinheiro, comida e, muitas vezes, abordando os frequentadores de forma insistente. Quando dizemos que não temos nada para oferecer, alguns se tornam agressivos, xingam e até ameaçam.”
A sensação de insegurança não é um caso isolado. Outros moradores relatam episódios semelhantes e temem que a praça perca sua função de espaço público de convivência e lazer. “Infelizmente, já presenciei brigas entre essas pessoas, situações de agressão e até indivíduos dormindo em bancos e calçadas. Muitos aparentam estar sob efeito de drogas ou álcool. É triste ver esse cenário se agravando sem que haja uma solução concreta.”, disse outro frequentador.
O problema, contudo, não se restringe apenas à segurança. A presença constante desses grupos levanta discussões sobre questões sociais e de saúde pública. Especialistas alertam que a dependência química e os transtornos mentais são problemas que exigem uma abordagem multidisciplinar, envolvendo assistência médica, psicológica e social. Sem políticas públicas eficazes, a tendência é que a situação se agrave.
A população cobra uma posição do poder público. “Sabemos que essas pessoas estão em situação de vulnerabilidade, e é responsabilidade do município oferecer apoio e soluções. Não queremos simplesmente afastá-los da praça, mas sim que haja programas sociais e de reabilitação para ajudá-los a sair dessa condição.”, pontuou um morador.
Enquanto uma solução definitiva não é apresentada, a insegurança continua afastando famílias, crianças e idosos da praça, transformando um espaço que antes era símbolo de lazer e convivência em um ambiente de medo e incerteza.

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