
O grupo de brasileiros que participava de missão oficial em Israel, incluindo três representantes de Mato Grosso do Sul, conseguiu deixar o país e agora aguarda em segurança o voo de retorno ao Brasil. A saída foi realizada por via terrestre na madrugada desta quarta-feira (18), diante do agravamento do cenário de guerra na região.
O deslocamento foi iniciado ainda na manhã de quarta-feira, no horário local, quando o grupo deixou o hotel onde estava hospedado em Tel Aviv com destino ao posto de fronteira Allenby/Rei Hussein, que liga Israel à Jordânia. A travessia ocorreu em veículos fornecidos pelas autoridades israelenses.
Após cruzarem a fronteira, os brasileiros foram recebidos pela imigração jordaniana e levados a um hotel, onde aguardam a emissão das passagens aéreas de volta ao país. Os bilhetes estão sendo organizados e custeados pelo governo de Israel.
Entre os integrantes da comitiva estão Ricardo Senna, secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação; Christinne Maymone, secretária-adjunta estadual de Saúde; e Marcos Espíndola, coordenador de Tecnologia da Informação da mesma pasta. As embaixadas brasileiras na região seguem mobilizadas para garantir apoio logístico e segurança durante o retorno.
De acordo com informações, Ricardo Senna deve chegar a Campo Grande na sexta-feira (21). Já sobre os demais representantes sul-mato-grossenses, ainda não há data definida para a chegada ao Brasil. A maioria dos integrantes da missão deverá embarcar em conexões com origem em Doha, no Catar, onde a embaixada brasileira acompanha o processo de embarque.
As comitivas integram duas frentes institucionais do país: a Expo Muni e o Consórcio Brasil Central. Desde o início da nova escalada do conflito entre Israel e Irã, o Itamaraty tem monitorado a situação de brasileiros que estavam na região em missões oficiais, turismo ou peregrinação religiosa.
A possibilidade de uma missão de resgate com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) está sendo analisada, mas depende de condições logísticas e de segurança para ser colocada em prática. O espaço aéreo de Israel segue fechado, tornando a saída por terra a única alternativa viável no momento.
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