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Inflação na Argentina cai para 1,5% em maio, o menor índice em cinco anos

Desaceleração reforça sinais de estabilidade econômica após meses de alta acumulada

13/06/2025 às 10h21
Por: George Cabral, Jornal Ivi MS Fonte: Metropoles
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O presidente da Argentina, Javier Milei. Foto: Daniel Duarte / AFP... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/mundo/milei-anuncia-que-argentina-transferira-embaixada-em-israel-para-jerusalem-em-2026/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela le
O presidente da Argentina, Javier Milei. Foto: Daniel Duarte / AFP... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/mundo/milei-anuncia-que-argentina-transferira-embaixada-em-israel-para-jerusalem-em-2026/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela le

A inflação da Argentina desacelerou em maio deste ano e atingiu o nível mais baixo para um mês desde 2020, segundo dados divulgados nessa quinta-feira (12/6) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

 

O que aconteceu

O indicador ficou em 1,5% no mês passado, perdendo força em relação aos 2,8% registrados em abril.

No acumulado de 12 meses, a inflação argentina foi de 43,5%, também abaixo dos 47,3% do mês anterior.

De acordo com os dados divulgados pelo Indec, o setor que registrou a maior alta de preços foi o de comunicação, com 4,1%.

Na sequência, aparecem restaurantes e hotéis (3%), saúde (2,7%), bens e serviços diversos (2,6%) e habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (2,4%).

Queda da inflação sob Milei

 

No começo do ano passado, a inflação acumulada em 12 meses na Argentina beirava os 300%. Durante o governo ultraliberal do presidente Javier Milei, o índice anual recuou para os dois dígitos.

 

Acordo com FMI e Banco Mundial

 

Em abril dese ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou um acordo com o governo da Argentina que prevê um empréstimo de US$ 20 bilhões. Na ocasião, o Banco Mundial também anunciou a liberação de um pacote de US$ 12 bilhões para o país.

 

De acordo com a instituição financeira, o aporte visa a contribuir com as reformas econômicas implementadas pelo governo argentino, além de impulsionar a geração de empregos no país.

 

Segundo a instituição, o pacote representa “um forte voto de confiança nos esforços do governo para estabilizar e modernizar a economia”.

 

Desde então, governo argentino vem utilizando os novos recursos para quitar dívidas do Tesouro junto ao Banco Central, buscando reduzir o endividamento e dar mais previsibilidade ao mercado financeiro.

 

“Quebramos o último elo da corrente que nos mantinha presos. Eliminamos o controle cambial para sempre”, afirmou Milei, na época, em um vídeo de 22 minutos de duração, gravado diretamente da Casa Rosada.

 

No mesmo dia, o governo argentino anunciou o fim das restrições para a compra de dólares por pessoas físicas – o chamado controle cambial. Assim, depois de 6 anos de vigência dessa política (estabelecida ainda no governo do ex-presidente Mauricio Macri, em 2019), os argentinos não precisam mais seguir o limite de US$ 200 para compra de divisas no mercado oficial de câmbio.

 

Desde 14 de abril, é possível comprar dólares sem restrições ou limites no mercado oficial. A cobrança de imposto sobre essas operações também foi eliminada – ela continua valendo apenas para turismo e gastos com cartão no exterior.

 

FMI vê Argentina “na direção correta”

 

Também em abril, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que a política econômica levada a cabo pelo governo Milei está indo “na direção correta”.

 

Em entrevista coletiva na abertura de uma reunião do FMI, Georgieva elogiou o forte ajuste fiscal promovido pelo governo Milei e defendeu reformas econômicas, regulatórias e comerciais para impulsionar o crescimento global.

 

Segundo a diretora-geral do FMI, a tendência é a de que o Produto Interno Bruto (PIB) argentino termine 2025 registrando um avanço de 5% em relação ao ano anterior. “Mas é claro que isso dependerá dos efeitos das tensões globais”, ponderou.

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