
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiu R$ 496.830,06 na realização do 30º concurso para promotor de Justiça substituto, mas o resultado foi um verdadeiro fiasco: nenhum candidato foi aprovado.
O certame foi organizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec), contratada sem licitação em agosto do ano passado. O contrato foi assinado pelo procurador-geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Júnior, com base na natureza jurídica da fundação, que permite esse tipo de dispensa.
A mudança de banca veio após o concurso anterior, o 29º, ter sido alvo de sérias críticas e denúncias. Na ocasião, candidatos relataram o desaparecimento de provas e apontaram falhas na condução do processo seletivo, então coordenado pela AOCP. Quatro participantes chegaram a denunciar o sumiço dos exames e acusaram o MPMS de falta de transparência durante uma sessão que prometia esclarecer o caso com base em perícia, mas não entregou respostas.
Apesar da troca de banca e do alto investimento, o novo concurso terminou sem nenhum aprovado, levantando dúvidas sobre a condução dos processos seletivos do órgão e o uso dos recursos públicos.
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