
A corrida eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul começa a ganhar contornos mais definidos, impulsionada pela movimentação de prefeitos que articulam voos mais altos na política estadual e federal. O cenário, ainda em construção, já evidencia nomes que despontam como pré-candidatos e outros que intensificam articulações nos bastidores.
Um dos casos que mais repercutiram recentemente é o do prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro. O gestor entrou no radar político após o vazamento de uma possível carta de renúncia, indicando que pode deixar o cargo antes do prazo legal para disputar uma vaga nas eleições de 2026. A situação reforça especulações de que ele pode integrar uma chapa majoritária ou disputar um cargo proporcional, ampliando sua atuação para além do município.
Em Rio Brilhante, o prefeito Lucas Foroni já adota um discurso mais direto. Reeleito com expressiva votação, ele se coloca como pré-candidato a deputado federal e admite que a decisão sobre a renúncia deve ocorrer dentro do prazo de desincompatibilização. Seu nome é visto como competitivo, principalmente pelo capital político acumulado no município.
Outro gestor que aparece nesse movimento é o prefeito de Batayporã, Germino Roz. Embora mantenha cautela publicamente, ele confirma que há diálogo político em andamento e não descarta uma candidatura a deputado estadual. A definição, segundo interlocutores, depende do alinhamento partidário e da viabilidade eleitoral.
Além dos nomes já citados, outros prefeitos do interior sul-mato-grossense são apontados como potenciais candidatos. Lideranças de cidades como Nova Andradina, Naviraí, Maracaju e Sidrolândia aparecem com frequência nas análises políticas como possíveis postulantes a vagas na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.
O calendário eleitoral impõe pressão sobre essas articulações. Prefeitos que desejam disputar outros cargos precisam renunciar até cerca de seis meses antes do pleito, prazo que deve cair no início de abril de 2026. A proximidade da data tende a acelerar decisões e tornar públicas candidaturas que, até agora, vêm sendo tratadas com cautela.
A possível saída desses prefeitos pode provocar mudanças significativas nos municípios, com vice-prefeitos assumindo as administrações, ao mesmo tempo em que redesenha o cenário político estadual.
Com nomes do interior, a eleição de 2026 em Mato Grosso do Sul sinaliza uma disputa mais pulverizada e competitiva, marcada pela tentativa de renovação e pela ascensão de novas lideranças no Estado.
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