
Deputados estaduais aprovaram, em regime de urgência, projeto enviado pelo governador Eduardo Riedel (PP) que concede reajuste de 3,81% aos servidores estaduais. A proposta foi enviada na terça-feira e votada já nesta quarta, em regime de urgência.
Foram 13 votos favoráveis e três contrários. Não concordaram com o projeto os deputados Zeca do PT, Gleice Jane (PT) e João Henrique Catan (Novo).
Com a ausência de Gerson Claro (PP), Paulo Corrêa (PSDB) presidiu a sessão e, por isso, não votou. Renato Câmara (MDB) também não estava presente.Agora, o projeto ainda deverá ir para segunda votação.
O governista – e ex-secretário de Riedel, Caravina (PSDB) defendeu o projeto. “A CCJR fez o papel dela de rejeitar uma emenda que não tem impacto financeiro, que é exclusiva do Poder Executivo”.
O tucano também disse que o reajuste não é o que ‘as categorias precisam’, mas defendeu o Executivo: “Ele [Riedel] fez um compromisso que ele ia manter o RGA [Reaguste Geral Anual] todos os anos, mesmo com uma receita andando de lado, às vezes até para trás, ele vai manter o RGA pelo 4º ano com certeza. Então ele cumpriu o compromisso que ele fez de campanha”.
A bancada do PT e o pré-candidato ao governo, João Catan (Novo), são os únicos que declaram ser oposição ao governo Riedel.
No entanto, o deputado Pedro Kemp acompanhou o Executivo no reajuste dos servidores.
O petista disse que considera o aumento ‘insuficiente e insignificativo’, mas avaliou que não iria ficar contra um reajuste para servidores: “Sempre que há algum projeto de reajuste salarial ou de recuperação salarial, nós da bancada de partidos trabalhadores sempre votamos a favor dos servidores”.
Já Catan tentou emplacar uma emenda para reajustar os salários em 7,79%, que foi rejeitada. Então, disparou contra Caravina que preside a CCJR e relatou contra a emenda. “Dizer que a gente não pode modificar ou legislar dentro de uma causa de iniciativa direta do governador é desconhecer completamente o direito constitucional, o regimento interno. A iniciativa do governo, ela vem. E quem define aquilo que é o texto final. É a nossa casa. Isso se dá nos debates, pela emenda”.
Zeca também criticou a defesa de Caravina: “Ele faz um malabarismo com uma boa parte da palavra que ele busca, para tentar justificar”.
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