
A manifestação que fecha a BR-163, em Campo Grande, nesta sexta-feira (20), é organizada por sete movimentos sociais, que pedem a Reforma Agrária em Mato Grosso do Sul. Cerca de 400 pessoas atearam fogo em galhos, pneus e roupas velhas para bloquear a rodovia. Eles afirmam só vão liberar a passagem se o presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) vir à Capital.
O ponto de bloqueio é no km 460, próximo ao Posto Locatelli. Enquanto isso, veículos se acumulam em uma fila com mais de 16 quilômetros no sentido Anhanduí-Campo Grande. Já no sentido oposto, o congestionamento é menor porque a Motiva Pantanal, concessionária responsável pela BR-163 em MS, fechou o trânsito na rotatória da saída para São Paulo, a fim de desviar os motoristas.
Os manifestantes também estão mobilizados na sede do Incra, na Rua 13 de Maio, em Campo Grande, desde segunda-feira (16). O grupo é o mesmo que fecha a BR-163 nesta sexta-feira, formado pelos seguintes movimentos sociais: MCLRA, MST, MSTB, UGT, Fafer MS, Fetar MS e CTB.
O caminhoneiro José Augusto da Silva é o primeiro da fila. “Cheguei por volta de 3h40 e o tumulto já estava começando, já estava pegando fogo. Segundo as informações, está assim desde 2h e nós estamos doidos para passar. Estou vazio, indo para Nova Alvorada buscar carga. Para mim, que trabalho, e para vários aí, que têm carga viva, o pessoal está prejudicando. Olha a fila para lá, está todo mundo prejudicado”, lamenta.
Mín. 20° Máx. 33°