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Aumento de focos leva MS a intensificar ações contra incêndios no Pantanal

Com crescimento no número de registros de incêndios, Estado amplia vigilância, uso de tecnologia e atuação de equipes especializadas para proteger o bioma pantaneiro.

27/01/2026 às 07h15
Por: George Cabral, Jornal Ivi MS Fonte: JORNAL DA NOVA
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Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de MS atuam no monitoramento e combate a focos de incêndio no Pantanal - Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de MS atuam no monitoramento e combate a focos de incêndio no Pantanal - Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Mato Grosso do Sul mantém ações permanentes de prevenção, monitoramento e combate a incêndios florestais no Pantanal, após a identificação de aumento recente de focos de calor na região. Entre os registros estão um incêndio próximo ao Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, ao norte da Serra da Bodoquena, além de ocorrências no Nabileque e na região norte de Corumbá, nas proximidades do Rio Paraguai.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, a combinação entre vegetação densa já recuperada dos incêndios de 2024 e o prolongado período de baixa pluviosidade eleva o risco para 2026. As equipes atuam diretamente no combate aos focos e, paralelamente, estruturam estratégias integradas com órgãos estaduais e federais.

Segundo o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA), major Eduardo Rachid Teixeira, o Estado já se prepara para ampliar a capacidade de resposta, com atuação reforçada da unidade de Corumbá. “Há frentes simultâneas de combate em campo e de planejamento estratégico, visando maior eficiência”, destaca. 


As fotos acima mostram o trabalho de construção de aceiros no Pantanal para evitar o avanço das chamas - Fotos: Bombeiros-MS

Dados do BDQueimadas apontam que, entre 1º e 26 de janeiro, foram detectados 69 focos ativos no Pantanal, contra 34 no mesmo período de 2025. O combate conta com apoio aéreo da aeronave Air Tractor, utilizada para identificação precisa dos focos e direcionamento das equipes em solo.

As ações integram a política adotada após 2024, quando o Estado enfrentou a pior temporada de incêndios de sua história. Em 2025, os resultados foram expressivos: 1.844 focos de calor registrados, o menor número desde 1998, e redução da área queimada para 202.678 hectares, frente a mais de 2,3 milhões em 2024.

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