
O 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental encerrou o ano de 2025 com resultados expressivos no enfrentamento ao crime organizado em Mato Grosso do Sul. Atuando de forma estratégica em rotas rurais, estradas vicinais e regiões de fronteira, a unidade ambiental causou um prejuízo estimado em R$ 4,95 milhões às organizações criminosas, indo além da tradicional proteção à fauna e à flora.
A adaptabilidade das guarnições da Polícia Militar Ambiental, que operam em áreas de difícil acesso e regiões isoladas, foi determinante para a interceptação de grandes carregamentos de ilícitos ao longo de todo o ano, especialmente relacionados ao narcotráfico, contrabando e descaminho.
Tráfico de drogas
O combate ao tráfico de entorpecentes foi uma das frentes de maior impacto da atuação do 2º BPMA. Durante 2025, a unidade retirou de circulação substâncias de alto valor no mercado ilegal, totalizando:
3.856 quilos de maconha, o equivalente a mais de 3,8 toneladas;
10,40 quilos de skank (supermaconha);
2,38 quilos de haxixe.
Contrabando e descaminho
A fiscalização ostensiva também impediu a entrada e circulação de produtos ilegais que abastecem o comércio clandestino e provocam evasão de divisas. Entre os principais itens apreendidos estão:
13.180 pacotes de cigarros contrabandeados;
4.100 cigarros eletrônicos;
1.420 aparelhos celulares de diversas marcas;
250 pneus contrabandeados.
Armas de fogo e segurança pública

Policiais em abordagens na zona rural - Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação
No campo da segurança pública, a PMA retirou de circulação 23 armas de fogo, contribuindo diretamente para a redução do potencial ofensivo de crimes tanto no meio rural quanto urbano. Muitas dessas armas foram localizadas durante fiscalizações em propriedades rurais, associadas a práticas de caça ilegal ou posse irregular.
Para o comando do batalhão, os números reforçam o papel estratégico do policiamento ambiental na segurança integrada do Estado. Segundo o comandante do 2º BPMA, Tenente-Coronel Torres, a presença constante da PMA em áreas rurais e bacias hidrográficas é fundamental para coibir a atuação criminosa. “Nossa atuação nessas regiões permite identificar e neutralizar atividades que tentam utilizar essas rotas para o tráfico e o contrabando”, destacou.
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