
A pequena Maria Alice Barbosa Bispo, de 6 anos, moradora de Ivinhema, participou das gravações do filme “Lydia”, produção inspirada na vida da artista sul-mato-grossense Lídia Baís.
Filha de Dione Fernando Bispo e Daiane Barbosa, Maria Alice esteve em Campo Grande entre os dias 5 e 8 de maio para preparação artística, com provas de figurino, testes de cabelo e ensaios. Durante todo o processo, ela esteve acompanhada pelos pais e recebeu apoio da equipe de produção.
As gravações aconteceram nos dias 22 e 23 de maio. A experiência proporcionou aprendizado, desenvolvimento da criatividade e convivência em equipe para a atriz mirim.
Maria Alice demonstrou alegria e entusiasmo durante as filmagens. A preparadora Monique Paes acompanhou a criança em todas as etapas, oferecendo apoio e confiança. Ela também criou amizade com integrantes do elenco, como as atrizes Gisele Sater, Ana Brun e o ator Duda Mamberti.
Toda a participação ocorreu de forma responsável, seguindo as regras do alvará judicial para atuação infantil, com acompanhamento do Conselho Tutelar de Campo Grande. Maria Alice permaneceu no set apenas no período permitido por lei, de até seis horas diárias.
Além de ser motivo de orgulho para a família, a participação da menina também destaca o nome de Ivinhema em uma importante produção cultural do Estado.

O filme é dirigido por Ricardo Câmara e tem codireção de Mariana Villas-Bôas. A produção retrata a vida e a trajetória artística de Lídia Baís, considerada uma das principais artistas da história de Mato Grosso do Sul.
Inspirado na obra “História de Lídia Baís” (1960), o longa mostra uma mulher à frente do seu tempo, marcada pela espiritualidade, surrealismo e quebra de padrões sociais.

O elenco reúne nomes como Beatrice Sayd, Alzira Espíndola, Ney Matogrosso e Ana Brun. Maria Alice interpreta Lídia Baís na infância, enquanto Beatrice Sayd faz a personagem adulta e Alzira representa a artista na velhice.
As gravações acontecem em locais históricos de Campo Grande, como a Morada dos Baís e o Museu José Antônio Pereira.
O filme conta com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, e apoio da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande.
Para a família, a experiência será lembrada como um momento de aprendizado, descobertas e realização de um sonho.

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