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Polícia diz que Deolane lavou um ‘oceano de dinheiro do PCC’

De acordo com a Operação Vérnix, Deolane controlava 35 empresas de fachada, todas com o mesmo endereço, em um conjunto habitacional no município de Martinópolis, a 550 quilômetros da capital paulista

21/05/2026 às 19h45
Por: George Cabral, Jornal Ivi MS Fonte: Redação
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Divulgação
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A advogada e influenciada Deolane Bezerra dos Santos, presa nesta quinta-feira (21), na Operação Vérnix – força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia Civil e da Procuradoria-Geral de Justiça – lavou um “oceano de dinheiro do PCC”, informou aos investigadores que a espreitavam desde que embarcou para a capital italiana, no dia 26 de abril.

“Ela é beneficiária de uma fortuna repassada por uma transportadora controlada pela facção”, anotou o delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, da Delegacia Seccional de Polícia de Presidente Venceslau, onde fica situado na Lopes Lemos Transportes Ltda, ao lado da Penitenciária II, onde o esquema foi instalado.

A defesa de Deolane não foi localizada para se manifestar. O espaço está aberto.

Deolane teve seu nome lançado na Difusão Vermelha da Interpol quando o pesquisador descobriu, nas redes sociais da influenciada, que ela estava passando em Roma. Ela seria detida no exterior, mas antecipou seu retorno ao Brasil para esta quarta-feira (20), porque tinha um compromisso agendado na Polícia Federal para renovação de seu passaporte nesta quinta (21), às 10 horas – ao qual não compareceu porque, às 6 horas, foi capturado em sua residência de Tamboré, na Grande .

A Operação Vérnix indicou que Deolane controlava 35 empresas de fachada, todas com o mesmo endereço, em um modesto conjunto habitacional no pequeno município de Martinópolis, a 550 quilômetros da capital paulista. Por meio dessa teia de pessoas jurídicas sem nenhuma atividade formal, a influenciada, que tem 20 milhões de seguidores, teria captado grandes somas repassadas pela transportadora, sob gestão da cúpula do PCC, segundo o pesquisador.

Por ordem do juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3.ª Vara do Foro de Presidente Venceslau, foram bloqueados R$ 327 milhões em investimentos financeiros e bens imobiliários, inclusive carros de luxo de Deolane e de seus aliados, entre eles o número 1 da organização, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola ou “Narigudo”, e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, que mesmo já presos também foram alvos de ordem prisão na Operação Vérnix.

Foram decretadas ainda a prisão de seis dos acusados ​​- Deolane, Marcola, Alejandro, e de Leonardo Alexander e Paloma Herbas Camacho – filhos de Alejandro – e de Everton de Souza, apontados como intermediários dos irmãos Camacho. Forma cumpridos os mandatos dos três primeiros. Paloma, que está na Espanha, e Leonardo, que está na Bolívia, também tiveram seus nomes incluídos na Difusão Vermelha da Interpol.

Descobrimos a pejotização do crime organizado”, disse o procurador-geral de Justiça Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, em referência ao grupo de sociedades de papel sem nenhum funcionário efetivo que Deolane mantinha em seu nome. “Alcançamos o andar de cima do crime organizado que ingressou na economia formal, primeiro com postos de combustíveis e empresas de ônibus, e agora com transportadoras”, arremata o chefe do Ministério Público paulista. Os investigadores dizem que a influenciaram “lavou um oceano de dinheiro”.

“Aqui em São Paulo não temos recebimento do crime organizado”, disse o secretário de Segurança Pública do Estado, Osvaldo Nico Gonçalves.

Especificamente de Deolane, indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro, o juiz confiscou R$ 27.002.774,72, incluindo na medida restritiva suas pessoas jurídicas (Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda., Bezerra Produções Artísticas Ltda. e Deolane Bezerra Holding Participações Ltda).

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